O texto de Vilém Flusser expõe intimamente a relação entre os homens e os objetos. Narrado ironicamente por uma mesa redonda, ela mostra sua compreensão do mundo em que vive, contrapõe as ideias dos homens de que os objetos são meramente seus escravos e propõe uma revolução, na qual os objetos se libertam dos seus criadores. A narradora argumenta que sem os objetos os homens não poderiam progredir e por isso há uma inversão da relação inicial, concluindo que seres humanos são muito dependentes de suas próprias criações.
É difícil discordar da opinião da mesa redonda, se pararmos para pensar na imensidão de utensílios e invenções que mesmo pequenas não vivemos sem. Os meios de transporte por exemplo: Como seria possível atravessar o mundo em tão pouco tempo sem os aviões e jatos? Ou em menor escala; uma simples bicicleta pode diminuir distâncias, alcançar maior velocidade e nos levar ao destino em menor tempo se comparado à caminhada.
Pensando desta forma, "não é mais a humanidade que dá vida aos objetos, mas os objetos são aqueles que animam os homens." De acordo com o texto, uma vez que os objetos tenham a consciência desta afirmação, a revolução cultural deles estará completa. Mas uma vez que precisamos lembrar que objetos não têm consciência (até onde sabemos), e que o autor do texto foi irônico ao retratar um objeto com plena capacidade de pensar e narrar, esta revolução nunca chegará ao ápice. Em contrapartida, podemos concordar que o ideal da revolução já acontece há tempos, e a prova disso é que, além de dependermos de objetos, eles também podem nos guiar, modificar nossas atitudes. A disposição de móveis na sala de estar pode nos obrigar a dar mais importância à televisão na mesa ou ao quadro na parede.
A favor destas ideias, podemos citar a colega Sabrina que diz que "os seres humanos não bastam por si só", uma vez que é da nossa natureza criar, inventar para tornar a vida mais fácil.
Contra estas ideias, gostaria de citar a fala do Lucas, que tocou em um ponto que me
chamou a atenção: Os objetos podem modificar os comportamentos das pessoas em contato com eles. Mas se os objetos são uma criação do homem, então é uma consequência do homem querendo modificar o próprio homem. Talvez nunca tenha sido uma questão do objeto em si, mas sim das intenções dos criadores por trás dos objetos.
Além disso, ainda contra as ideias expostas acima, a colega Anna Carolina
quis lembrar que os nossos sentimentos e valores ainda nos diferenciam
dos seres não animados. Os seres humanos (e também algumas espécies de
animais) têm a capacidade de pensar, sentir, resolver problemas
apontando soluções, se desenvolver, viver em sociedade e muito mais.

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